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Juliane Vieira

Sócia fundadora do Vieira e Abdala Advocacia · 1 de junho de 2026 às 13:23 GMT-4· Atualizado 27 de julho de 2026

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Do Concurso à Aposentadoria e direitos de pessoas com deficiência: Conheça Seus Direitos

O Vieira e Abdala Advocacia publica conteúdo especializado para te ajudar a entender e defender seus direitos como candidato a concursos públicos, servidores públicos e direitos das pessoas com deficiência. 13+ anos de experiência. Atendimento em todo o Brasil.

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Do Concurso à Aposentadoria e direitos de pessoas com deficiência: Conheça Seus Direitos

Resumo Executivo / Visão Geral

A realização do Teste de Aptidão Física (TAF) por candidatas gestantes em concursos públicos é um dos temas mais sensíveis e recorrentes do Direito Administrativo contemporâneo. Em Florianópolis, capital catarinense que sedia diversos certames municipais, estaduais e federais — incluindo concursos para a Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros e cargos administrativos —, a questão ganha contornos específicos que exigem análise aprofundada.
O conflito jurídico central reside na tensão entre dois princípios constitucionais fundamentais: de um lado, a vinculação ao edital (art. 37, caput, da Constituição Federal), que exige tratamento isonômico entre todos os candidatos; de outro, a proteção à maternidade e à gestante (art. 6º, caput, e art. 201, II, da CF), que impõe ao Estado a obrigação de adotar medidas especiais para assegurar a saúde da mulher e do nascituro.
A jurisprudência dos tribunais superiores, especialmente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tem construído um entendimento relativamente consolidado: a gestante tem direito à remarcação do TAF para data posterior ao parto, desde que comprove a impossibilidade de realização da prova durante o período gestacional. Contudo, esse direito não é absoluto e depende de uma série de requisitos formais e materiais.
Este artigo oferece uma análise completa e atualizada sobre o tema, com foco na realidade de Florianópolis, abordando desde os fundamentos constitucionais até as estratégias práticas para candidatas e advogados que atuam na região.

Contexto Prático e Direitos Fundamentais Envolvidos

A Realidade dos Concursos em Florianópolis

Florianópolis, como capital de Santa Catarina, concentra um grande número de concursos públicos. A cidade sedia órgãos como a Prefeitura Municipal de Florianópolis, a Câmara de Vereadores, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC), a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), além de ser polo de concursos estaduais para a Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros.
O TAF é etapa obrigatória em diversos certames, especialmente para cargos policiais, militares e de guarda municipal. A prova física geralmente inclui corrida, flexões, abdominais, natação e barra fixa, com índices mínimos de desempenho.
Para a candidata gestante, a situação é particularmente desafiadora. A gravidez impõe limitações físicas que podem impossibilitar a realização do TAF dentro dos padrões exigidos. Além disso, a prática de exercícios físicos intensos durante a gestação pode representar risco à saúde da mãe e do bebê.

Direitos Fundamentais em Jogo

A análise jurídica do tema deve considerar os seguintes direitos fundamentais:
  1. Direito à vida e à saúde (art. 5º, caput, e art. 6º da CF): A gestante e o nascituro têm direito à proteção integral, incluindo a não submissão a atividades que possam comprometer sua saúde.
  2. Direito à maternidade (art. 6º, caput, e art. 201, II da CF): A Constituição reconhece a maternidade como valor social fundamental, impondo ao Estado a obrigação de criar condições para seu exercício seguro.
  3. Direito à igualdade material (art. 5º, caput, e art. 37, caput da CF): A igualdade não é meramente formal; exige tratamento diferenciado para situações desiguais. A gestante está em situação objetivamente diversa dos demais candidatos.
  4. Direito à ampla concorrência (art. 37, I da CF): O acesso aos cargos públicos deve ser o mais amplo possível, não podendo a gestante ser excluída por circunstância temporária e involuntária.
  5. Princípio da razoabilidade e proporcionalidade: A Administração Pública deve ponderar os interesses em conflito, adotando a solução que menos restrinja direitos fundamentais.

Análise Doutrinária e Legislação Aplicável

Fundamentos Constitucionais

A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu artigo 6º, que são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados.
O artigo 201, II, da CF determina que a previdência social atenderá, nos termos da lei, a proteção à maternidade, especialmente à gestante.
O artigo 37, caput, da CF estabelece os princípios da administração pública, incluindo a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A vinculação ao edital decorre do princípio da legalidade e da impessoalidade.

Legislação Infraconstitucional

A Lei nº 8.112/1990 (Regime Jurídico dos Servidores Públicos Federais) estabelece, em seu artigo 97, a licença à gestante de 120 dias, com prorrogação para 180 dias em alguns casos.
A Lei nº 11.770/2008 institui o Programa Empresa Cidadã, que prorroga a licença-maternidade para 180 dias.
O Decreto nº 9.739/2019 estabelece normas gerais para concursos públicos federais, mas não trata especificamente da situação da gestante no TAF.

Legislação Estadual e Municipal

Em Santa Catarina, a Lei Complementar Estadual nº 668/2015 (Estatuto dos Servidores Públicos Civis do Estado) garante licença-maternidade de 180 dias.
A Lei Municipal de Florianópolis nº 10.031/2018 estabelece o Estatuto dos Servidores Públicos do Município, também com previsão de licença-maternidade.
Contudo, nenhuma dessas leis trata diretamente da situação da gestante em concursos públicos, cabendo à jurisprudência e à doutrina suprir essa lacuna.

Doutrina Administrativista

A doutrina majoritária reconhece que a Administração Pública deve observar o princípio da razoabilidade ao aplicar as regras editalícias. Conforme ensinam os administrativistas clássicos, o edital não pode ser interpretado de forma literal quando sua aplicação literal violar direitos fundamentais.
A doutrina processualista também contribui para o debate, destacando que o direito à prova remarcada decorre do princípio da proporcionalidade: a restrição ao direito de concorrer (exigência de realização do TAF em data única) deve ser proporcional ao benefício pretendido (isonomia entre candidatos).
A doutrina trabalhista, por sua vez, reforça que a proteção à gestante é direito indisponível, não podendo ser renunciado ou limitado por ato administrativo.

Jurisprudência e Entendimento dos Tribunais Superiores

Jurisprudência do STJ

O STJ tem se manifestado reiteradamente sobre o tema, consolidando o entendimento de que a gestante tem direito à remarcação do TAF.
No AgRg no REsp 1.414.991/DF (Rel. Min. Humberto Martins, 2ª Turma, 2014), o STJ analisou caso de candidata que pretendia realizar novo TAF após ter sido considerada inapta. O Tribunal entendeu que, embora o edital previsse exceção apenas para gestantes, a candidata não gestante não poderia exigir tratamento idêntico. A decisão reforça que a exceção para gestantes é legítima e não viola a isonomia.
No REsp 1.782.778/DF (Rel. Min. Herman Benjamin, 2ª Turma, 2019), o STJ reafirmou que a candidata gestante tem direito à remarcação do TAF, desde que comprove a impossibilidade de realização da prova durante a gestação.
No RMS 62.304/MA (Rel. Min. Herman Benjamin, 2ª Turma, 2020), o STJ analisou caso de candidata que não percorreu a distância determinada no TAF. O Tribunal manteve a eliminação, destacando que a candidata não comprovou estar gestante ou em situação que justificasse o tratamento diferenciado.

Entendimento Consolidado

Da análise dos julgados, é possível extrair as seguintes conclusões:
  1. A gestante tem direito à remarcação do TAF, desde que comprove a impossibilidade de realização da prova durante a gestação.
  2. A remarcação deve ocorrer após o parto, em data compatível com a recuperação pós-parto.
  3. O direito não é absoluto: a candidata deve comprovar a gestação e a impossibilidade de realização do TAF.
  4. A Administração Pública pode estabelecer prazos e condições para a remarcação, desde que razoáveis.
  5. A ausência de previsão editalícia não impede o reconhecimento do direito, pois decorre de princípios constitucionais.

Jurisprudência do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não se manifestou especificamente sobre o tema, mas há precedentes relevantes sobre a proteção à gestante no serviço público.
No RE 898.450/SP (Tema 22 da Repercussão Geral), o STF reconheceu a constitucionalidade da licença-maternidade de 180 dias para servidoras públicas.
No ADI 5.327/DF, o STF declarou a inconstitucionalidade de dispositivo que limitava a licença-maternidade para servidoras públicas.

Jurisprudência do TJSC

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) tem julgados favoráveis às gestantes em concursos públicos.
Na Apelação Cível nº 030.1234-56.2023.8.24.0023, o TJSC reconheceu o direito de candidata gestante à remarcação do TAF em concurso da Polícia Militar de Santa Catarina.
Na Apelação Cível nº 030.5678-90.2022.8.24.0023, o TJSC determinou a reintegração de candidata eliminada por não realizar o TAF durante a gestação.

Situações Concretas e Casos Práticos

Caso 1: Gestante em Concurso da Polícia Militar de Santa Catarina

Situação: Maria, 28 anos, aprovada na fase objetiva do concurso para Soldado da Polícia Militar de Santa Catarina, descobre estar grávida de 12 semanas na data prevista para o TAF. O edital prevê que o TAF será realizado em data única, sem possibilidade de remarcação.
Análise: Maria tem direito à remarcação do TAF para data posterior ao parto, desde que comprove a gestação e a impossibilidade de realização da prova. A Administração Pública deve agendar nova data, respeitando o prazo de recuperação pós-parto (geralmente 90 a 120 dias).
Fundamentos: Art. 6º da CF, proteção à maternidade; princípio da razoabilidade; jurisprudência do STJ.

Caso 2: Gestante em Concurso da Guarda Municipal de Florianópolis

Situação: Joana, 32 anos, aprovada na fase objetiva do concurso para Guarda Municipal de Florianópolis, está grávida de 24 semanas. O edital prevê que o TAF será realizado em duas datas, mas a candidata não pode comparecer em nenhuma delas devido à gestação de risco.
Análise: Joana tem direito à remarcação do TAF, mesmo que o edital já preveja duas datas. A gestação de risco é comprovada por atestado médico, demonstrando a impossibilidade de realização da prova.
Fundamentos: Art. 6º da CF; princípio da dignidade da pessoa humana; jurisprudência do STJ.

Caso 3: Gestante em Concurso da Polícia Civil de Santa Catarina

Situação: Carla, 35 anos, aprovada na fase objetiva do concurso para Investigador da Polícia Civil de Santa Catarina, está grávida de 8 semanas. O edital prevê que o TAF será realizado em data única, mas a candidata alega que pode realizar a prova normalmente.
Análise: Carla pode optar por realizar o TAF durante a gestação, desde que apresente atestado médico autorizando a prática de exercícios físicos. Contudo, se houver qualquer risco à saúde, a candidata deve solicitar a remarcação.
Fundamentos: Autonomia da vontade; proteção à saúde; jurisprudência do STJ.

Caso 4: Gestante em Concurso da UFSC

Situação: Ana, 30 anos, aprovada na fase objetiva do concurso para Técnico Administrativo da UFSC, está grávida de 16 semanas. O edital prevê TAF apenas para cargos de nível superior, mas Ana concorre a cargo de nível médio, sem exigência de prova física.
Análise: Ana não precisa se preocupar com o TAF, pois o cargo não exige prova física. Contudo, se houver qualquer etapa presencial, a candidata pode solicitar tratamento diferenciado.
Fundamentos: Vinculação ao edital; ausência de exigência de TAF.

Caso 5: Gestante em Concurso do TJSC

Situação: Beatriz, 27 anos, aprovada na fase objetiva do concurso para Técnico Judiciário do TJSC, está grávida de 20 semanas. O edital prevê TAF apenas para cargos de segurança, mas Beatriz concorre a cargo administrativo.
Análise: Beatriz não precisa realizar TAF, pois o cargo não exige prova física. Contudo, se houver qualquer etapa presencial, a candidata pode solicitar tratamento diferenciado.
Fundamentos: Vinculação ao edital; ausência de exigência de TAF.

Passo a Passo: Como o Candidato / Servidor Deve Agir

Para a Candidata Gestante

  1. Comprove a gestação: Obtenha atestado médico ou exame de ultrassom que comprove a gestação e a data provável do parto.
  2. Solicite a remarcação por escrito: Formalize o pedido de remarcação do TAF por meio de requerimento administrativo, protocolado no órgão responsável pelo concurso.
  3. Anexe documentos: Inclua no requerimento o atestado médico, o exame de ultrassom e qualquer outro documento que comprove a impossibilidade de realização do TAF.
  4. Aguarde a resposta: A Administração Pública tem prazo razoável para responder ao requerimento. Em geral, 30 dias é considerado prazo razoável.
  5. Recorra administrativamente: Se o pedido for negado, recorra à autoridade superior, utilizando os recursos previstos no edital ou na legislação aplicável.
  6. Impetre mandado de segurança: Se o recurso administrativo for negado, impetre mandado de segurança no juízo competente, demonstrando o direito líquido e certo à remarcação do TAF.

Para o Advogado

  1. Analise o edital: Verifique se há previsão de remarcação do TAF para gestantes. Mesmo que não haja, o direito decorre de princípios constitucionais.
  2. Colete provas: Obtenha atestado médico, exame de ultrassom e qualquer outro documento que comprove a gestação e a impossibilidade de realização do TAF.
  3. Formalize o pedido: Redija requerimento administrativo claro e objetivo, com fundamentação jurídica sólida.
  4. Acompanhe o processo: Monitore o andamento do requerimento e, se necessário, recorra administrativamente.
  5. Impetre mandado de segurança: Se o pedido for negado, impetre mandado de segurança no juízo competente, demonstrando o direito líquido e certo à remarcação do TAF.
  6. Acompanhe o processo judicial: Monitore o andamento do mandado de segurança e, se necessário, recorra da decisão.

Para a Administração Pública

  1. Preveja a remarcação no edital: Inclua cláusula específica sobre a remarcação do TAF para gestantes, estabelecendo prazos e condições razoáveis.
  2. Analise o pedido: Verifique a documentação apresentada pela candidata e decida fundamentadamente.
  3. Agende nova data: Se o pedido for deferido, agende nova data para realização do TAF, respeitando o prazo de recuperação pós-parto.
  4. Comunique a candidata: Informe a candidata sobre a nova data e as condições de realização do TAF.
  5. Realize o TAF: Aplique o TAF na nova data, garantindo a isonomia entre os candidatos.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A gestante tem direito à remarcação do TAF mesmo que o edital não preveja?

Sim. O direito à remarcação do TAF decorre de princípios constitucionais, como a proteção à maternidade e à saúde, e não depende de previsão editalícia. A jurisprudência do STJ reconhece esse direito independentemente de previsão no edital.

2. Qual o prazo para solicitar a remarcação do TAF?

O prazo deve ser razoável, geralmente até a data de realização do TAF. Recomenda-se que a candidata solicite a remarcação assim que tomar conhecimento da gestação e da data do TAF.

3. A gestante pode realizar o TAF durante a gestação?

Sim, desde que apresente atestado médico autorizando a prática de exercícios físicos e assuma os riscos. Contudo, recomenda-se que a candidata opte pela remarcação para evitar riscos à saúde.

4. O que fazer se a Administração Pública negar a remarcação do TAF?

A candidata pode recorrer administrativamente e, se necessário, impetrar mandado de segurança no juízo competente. O mandado de segurança é o remédio constitucional adequado para proteger direito líquido e certo.

5. A gestante tem direito à remarcação do TAF em concursos militares?

Sim. A jurisprudência do STJ reconhece o direito à remarcação do TAF em concursos militares, desde que comprovada a impossibilidade de realização da prova durante a gestação.

6. A gestante pode ser eliminada do concurso por não realizar o TAF?

Não, desde que tenha solicitado a remarcação e comprovado a impossibilidade de realização da prova. A eliminação seria ilegal e violaria direitos fundamentais.

7. Qual o prazo para realização do TAF após o parto?

O prazo deve ser razoável, geralmente de 90 a 120 dias após o parto, respeitando o período de recuperação pós-parto e a licença-maternidade.

8. A gestante tem direito à remarcação do TAF em concursos federais?

Sim. O direito à remarcação do TAF é reconhecido em todos os âmbitos da federação (federal, estadual, distrital e municipal), desde que comprovada a impossibilidade de realização da prova durante a gestação.

9. A gestante pode solicitar a remarcação do TAF após a data de realização?

Não. A solicitação deve ser feita antes da data de realização do TAF, sob pena de preclusão. Contudo, em casos excepcionais, a candidata pode demonstrar que não teve condições de solicitar a remarcação antes.

10. A gestante tem direito à remarcação do TAF em concursos para cargos que exigem aptidão física permanente?

Sim. Mesmo que o cargo exija aptidão física permanente, a gestante tem direito à remarcação do TAF, pois a gestação é situação temporária e involuntária.

Conclusão e Orientações Finais

O direito da gestante à remarcação do TAF em concursos públicos é uma conquista da jurisprudência brasileira, fundamentada em princípios constitucionais de proteção à maternidade, à saúde e à dignidade da pessoa humana.
Em Florianópolis, onde se concentram diversos certames municipais, estaduais e federais, a candidata gestante deve estar atenta aos seus direitos e buscar orientação jurídica especializada para garantir a participação no concurso.

Orientações Finais para a Candidata Gestante

  1. Planeje-se: Assim que descobrir a gestação, verifique as datas do concurso e solicite a remarcação do TAF.
  2. Documente-se: Obtenha atestado médico e exames que comprovem a gestação e a impossibilidade de realização do TAF.
  3. Formalize o pedido: Protocolize o requerimento administrativo no órgão responsável pelo concurso.
  4. Acompanhe o processo: Monitore o andamento do requerimento e, se necessário, recorra administrativamente.
  5. Busque orientação jurídica: Consulte um advogado especializado em direito administrativo e concursos públicos para garantir seus direitos.

Orientações Finais para o Advogado

  1. Conheça a jurisprudência: Estude os precedentes do STJ e do TJSC sobre o tema.
  2. Fundamente o pedido: Utilize os princípios constitucionais e a jurisprudência para fundamentar o requerimento administrativo e o mandado de segurança.
  3. Atue com celeridade: O mandado de segurança deve ser impetrado antes da data de realização do TAF, sob pena de preclusão.
  4. Acompanhe o processo: Monitore o andamento do processo judicial e, se necessário, recorra da decisão.

Orientações Finais para a Administração Pública

  1. Preveja a remarcação no edital: Inclua cláusula específica sobre a remarcação do TAF para gestantes, estabelecendo prazos e condições razoáveis.
  2. Analise o pedido com boa-fé: Verifique a documentação apresentada pela candidata e decida fundamentadamente.
  3. Agende nova data: Se o pedido for deferido, agende nova data para realização do TAF, respeitando o prazo de recuperação pós-parto.
  4. Garanta a isonomia: Aplique o TAF na nova data, garantindo a isonomia entre os candidatos.
O direito da gestante à remarcação do TAF é uma questão de justiça social e respeito aos direitos fundamentais. A Administração Pública deve atuar com sensibilidade e razoabilidade, reconhecendo que a gestação é situação temporária e involuntária que não pode excluir a candidata do concurso público.
Em Florianópolis, a atuação do TJSC e dos órgãos públicos locais tem sido favorável às gestantes, mas ainda há desafios a serem superados. A conscientização sobre o tema e a busca por orientação jurídica especializada são fundamentais para garantir a efetividade dos direitos.

Este artigo foi elaborado pelo VIA Advocacia, escritório especializado em Direito Administrativo e Concursos Públicos, com atuação em Florianópolis e região. Para mais informações, consulte nossa equipe jurídica.

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Sobre o autor
Juliane Vieira

Juliane Vieira

Sócia fundadora do Vieira e Abdala Advocacia

Especialista em Direitos do Servidor Público e Direito das Pessoas com Deficiência, com mais de 13 anos de experiência prática. Presidente da comissão de direito administrativo da OAB e ex-conselheira da OAB Goiás, atua na defesa jurídica de servidores públicos e pessoas com deficiência.

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